Covid-19 e fertilidade

admin Coronavírus e a fertilidade

A pandemia do COVID-19 continua a se espalhar pelo mundo com mais de 2 milhões de casos confirmados desde janeiro de 2020. As pesquisas sobre o novo coronavírus estão a todo vapor, porém devido ao tempo existente do vírus, ainda não temos dados suficientes para afirmar muitos pontos, entre eles os relacionados à fertilidade e gravidez.
Ainda não sabemos se o vírus é capaz de estar presente nos tratos genitais feminino e masculino, ou entrar nas células reprodutivas, e com isso ser transmitido ao parceiro ou prejudicar de alguma forma o desenvolvimento do embrião.

Recentemente um estudo realizado na China explorou a possibilidade de transmissão sexual do vírus em homens. Foi realizada a análise do RNA viral do COVID-19 em amostra de sêmen e biópsia testicular de 13 pacientes em estágio altamente infeccioso da doença, sendo confirmado os casos positivos através da análise da amostra da mucosa nasal. O estudo encontrou apenas resultados negativos na análise das amostra de sêmen e biópsia testicular pela técnica de RT-PCR, sugerindo nenhuma evidência da transmissão sexual do novo coronavírus por homens.
Porém, como verificado acima, os estudos disponíveis possuem um número baixo de investigados e são necessárias novas pesquisas para confirmar as conclusões.

E levando em consideração todos esses fatores e as incertezas, no início do mês de abril de 2020, a Anvisa solicitou em NOTA TÉCNICA Nº 12/2020/SEI/GSTCO/DIRE1/ANVISA que as clínicas de reprodução humana assistida realizem apenas casos de urgência de Fertilização in vitro e Criopreservação de Gametas e Embriões. Ainda, solicitou que as doações de gametas e embriões só sejam realizadas com a comprovação da não infecção da doença, o não contato com infectados, e a não apresentação de sintomas.

Quanto às transferências embrionárias, a Anvisa e todas as sociedades reprodutivas foram unânimes e aconselharam que sejam postergadas, assim como o coito programado, levando em consideração as chances de gravidez.

Atualmente não sabemos se o novo coronavírus poderia causar problemas durante a gravidez ou afetar a saúde do bebê após o nascimento. Alguns estudos mostraram que as gestantes que tiveram COVID-19 no terceiro trimestre não tiveram mais complicações, porém não temos informações suficientes para afirmar algo quanto ao primeiro trimestre de gravidez.
Alguns artigos mostraram que não existe a transmissão vertical (mãe-feto) do vírus, ou seja, a mãe positiva para o vírus tiveram seus bebês livres da doença, porém é necessário um número maior de dados para confirmar a afirmação.

Portanto, como podemos observar, as informações são atualizadas a cada momento e as condutas e diretrizes podem sempre mudar.
Fiquem de olho nos nossos meios de comunicação que deixaremos todos vocês sempre por dentro de qualquer novidade.

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