Curiosidades sobre os óvulos

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Você sabia que o óvulo maduro humano atende, oficialmente, pelo nome de ovócito secundário? Isso porque ele é fruto da divisão divisão celular de um estágio preliminar, o ovócito primário. Trata-se de uma célula “enorme”, se comparada a muitas outras, com o tamanho aproximado de 0,1 mm. De forma esférica, dividida em núcleo, citoplasma e uma membrana conhecida como zona pelúcida, não consegue se mover por conta própria, transportando-se pelas trompas de Falópio com o auxílio de cílios que revestem esses canais. 

Os óvulos são as células reprodutivas da mulher, assim como os espermatozoides são as dos homens. Mas, de forma distinta ao que acontece no caso masculino, o gameta feminino começa a ser produzido desde a fase fetal. Curioso, não? Enquanto os meninos produzem os primeiros gametas na puberdade, as meninas já começam a produzir os seus desde antes do nascimento. A partir da primeira menstruação, farão apenas sua estreia na tuba uterina, quando a célula também passará por uma fase de maturação a partir da ovulação, a tal divisão celular que o definirá finalmente como um ovócito secundário, o óvulo.

Cada gameta carrega consigo metade do material genético de um futuro bebê, e a comunicação entre ambos é de um mutualismo fascinante, com a ordem muitas vezes sendo emitida pela parte feminina. O óvulo ativa o metabolismo do espermatozoide que é essencial para a fecundação, e o espermatozoide retorna a mensagem ativando o metabolismo do óvulo necessário para o início do desenvolvimento.  

O óvulo tem, ainda, a capacidade de limitar o acesso a um único espermatozoide. Depois que o vencedor da corrida cruza sua linha de chegada, as fronteiras são extintas por conta da liberação de enzimas que alteram as glicoproteínas que ocupam o invólucro ovular, destruindo sua capacidade de se ligar aos espermatozoides. Mas, então, como surgem os gêmeos? Bem, há duas possibilidades: ou dois óvulos serão fecundados por dois espermatozoides, formando dois embriões (gêmeos bivitelinos), ou o óvulo fecundado, o zigoto, acaba se dividindo em dois embriões idênticos (gêmeos univitelinos, necessariamente do mesmo sexo).

A fecundação é fruto de uma interação complexa entre óvulo e espermatozoide. Contudo, a História mostra que esse entendimento é relativamente recente. Quando o gameta masculino foi descoberto, no século XVII, havia uma crença de que ele carregava consigo um homúnculo pré-formatado, uma semente (daí a origem da palavra sêmen) que encontraria no corpo da mulher tão somente um solo nutritivo capaz de germiná-la. Tal concepção, mesmo à época, nunca foi bem-aceita, e a realidade, naturalmente, é muito diferente. No processo de fertilização, impera o diálogo, onde o óvulo, essa célula “gigante”, é o centro de comando.

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Mapa da infertilidade feminina
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