Quais são os tipos de endometriose e como tratá-la?

Dra. Mariana Penha De Nadai Sartori Quais são os tipos de endometriose e como tratá-la?
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De acordo com estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), só no Brasil, mais de 7 milhões de mulheres em fase reprodutiva sofrem de endometriose. Essa patologia causa dor intensa (cólicas menstruais) e, em alguns casos, a infertilidade. Os sinais, sintomas e consequências dependem muito dos tipos de endometriose.

endometriose é uma doença inflamatória e diagnosticada quando as células que formam o endométrio começam a crescer além dos limites da cavidade uterina. Assim, elas podem ser encontradas em outros órgãos, como tubas, bexiga, ovários e intestino.

A medicina costuma classificar a doença de acordo com a extensão e a profundidade do problema. Vejamos os tipos de endometriose, suas causas e consequências.

Endometriose superficial ou peritoneal

Considerada a menos invasiva e, portanto, de menor gravidade, é bastante comum em adolescentes e pode causar fortes dores.

As lesões do endométrio ficam espalhadas na superfície do peritônio (tecido que cobre as paredes do abdômen), podendo ser encontradas até mesmo no diafragma. É possível ainda encontrar focos superficiais no intestino, bexiga e ureter.

As lesões causadas pela endometriose podem ser caracterizadas como vermelhas (quando a inflamação está ativa e é recente), sendo possível encontrar também hiperemia ou vesículas de cor clara, que evoluem e formam as de cor preta, quando já estão na fase de remissão. Já as brancas mostram que a cicatrização do tecido já ocorreu.

Endometriose ovariana

Acomete os ovários de maneira superficial, mas também pode criar cistos de endometriose, mais conhecidos como endometriomas. Esse nome é dado porque possuem uma coloração escurecida, de sangue antigo e espesso, e, assim, adquirem uma cor marrom. Normalmente é diagnosticada por meio da laparoscopia, e o tratamento depende da extensão da endometriose. Em casos de menor gravidade, o uso de medicamentos pode ser útil, porém, em situações graves, pode ser necessário realizar o procedimento de raspagem do endométrio.

A opção cirúrgica para endometriomas ovarianos deve ser realizada de forma muito cautelosa, uma vez que pode diminuir a quantidade de folículos ovarianos e até levar a uma importante perda dos ovários e acarretar falência ovariana precoce. Portanto, a busca de um profissional especializado é de extrema importância para preservar a fertilidade.

Endometriose infiltrativa profunda

A endometriose profunda é caracterizada nesse tipo quando é encontrado tecido endometrial além de 5 mm abaixo da superfície peritoneal, sendo lesões presentes no fundo de sacro, septo retovaginal, parede vaginal, entre outros locais. Apesar de menos frequente, é a que costuma causar mais desconforto à paciente e interferir na sua rotina, sendo os sintomas, como a dor, sentidos de forma bastante intensa. É uma lesão rica em tecido fibrótico e hiperplasia muscular.

Além da dor pélvica, pode ser notado também certo incômodo durante a relação sexual, inchaço na região, mais dificuldade para evacuar, podendo haver, inclusive, sangramento. Nessa fase, outros órgãos, como bexiga, vagina e intestino, também são envolvidos.

Exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ajudam a obter o diagnóstico. A ressonância magnética também é outro recurso do qual o especialista pode lançar mão, principalmente para verificar a extensão da doença em locais como intestino e ureter. Com o tratamento adequado, é possível controlar as dores, verificar a infertilidade e prevenir a continuidade das ocorrências.

Essa classificação é a mais recente na medicina e é a partir dela que os tratamentos são estabelecidos. Se você apresenta algum ou alguns dos sintomas citados aqui ou está tendo dificuldade para engravidar, consulte um especialista e tire suas dúvidas sobre os tipos de endometriose antes de realizar qualquer intervenção cirúrgica.

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