Como funciona a fertilização para casal homoafetivo?

Dra. Mariana Penha De Nadai Sartori Como funciona a fertilização para casal homoafetivo?
Como funciona a fertilização para casal homoafetivo?
5 (100%) 1 votos

O avanço da medicina — em específico das técnicas de reprodução assistida — permitiu que casais impossibilitados de ter filhos por meio dos métodos naturais pudessem ter filhos.

Atualmente, a legislação brasileira permite que a técnica chamada fertilização in vitro (FIV) seja utilizada também por casais homoafetivos.

Neste post, vamos explicar o conceito da FIV para casais homoafetivos e as diferenças no procedimento de fertilização para os casais femininos e masculinos. Confira!

O que é fertilização in vitro?

A FIV é o tratamento de reprodução humana assistida que oferece as maiores taxas de sucesso de gravidez, uma vez que todo o processo de fecundação e desenvolvimento embrionário inicial é feito em laboratório.

A primeira etapa da FIV é a estimulação ovariana. Em ciclos menstruais normais, a mulher libera um óvulo, que pode ser fecundado pelo espermatozoide. Na FIV, para que a técnica tenha boas chances de sucesso, é necessário que o corpo da mulher produza um número maior de óvulos, portanto é feita a estimulação ovariana.

A segunda etapa é a punção desses óvulos. Para que seja feita a fecundação em laboratório, precisamos retirar esses óvulos dos ovários e coletar os espermatozoides. Depois disso, pode ser feita a fecundação

A fertilização pode ser feita de duas formas: clássica ou por ICSI. Na FIV clássica, o óvulo é colocado com os espermatozoides em uma placa de cultivo em meio de cultura e mantido em incubadora para que ocorra a fecundação. Na ICSI, cada espermatozoide é injetado diretamente um a um dentro do óvulo.

Depois da fecundação, é feito o acompanhamento do desenvolvimento desses embriões em laboratório até o terceiro dia do desenvolvimento ou até a fase de blastocisto, quinto ou sexto dia do desenvolvimento. Esses embriões são criopreservados e, em um ciclo posterior, transferidos ao útero da mulher, última etapa do procedimento.

Qual a norma que regulamenta a prática?

A Resolução nº 2.168/2017 estabelece que casais homoafetivos estão autorizados a realizar a FIV e as demais técnicas de reprodução assistida.

O documento traz a ressalva de que o médico tem direito à objeção de consciência, ou seja, o profissional não é obrigado a realizar o procedimento.

Como é realizada a FIV para casal homoafetivo?

Existem algumas diferenças no procedimento para casais masculinos e femininos. Confira:

Casal feminino

Para o processo de reprodução assistida de casais homoafetivos, a FIV é a mais indicada, embora em alguns casos possa ser indicada a inseminação artificial (IA).

Previamente ao início do estímulo dos ovários para a coleta dos óvulos, o casal seleciona e adquire a amostra de sêmen de banco na clínica responsável.

De modo geral, na FIV, uma das mulheres cede os óvulos e a outra cede o útero para a gestação. Para determinar qual delas é a mais adequada a cada uma das etapas, é feita uma investigação da fertilidade e das condições do sistema reprodutor de ambas. Também é possível que a mesma paciente realize o procedimento completo de FIV, desde o estímulo ovariano até o recebimento do embrião.

Dessa forma, é mais simples ao casal feminino fazer a reprodução assistida (já tem os óvulos e o útero) que o masculino, que, além dos óvulos, ainda precisam do útero, técnica chamada cessão temporária de útero.

Casal masculino

A única opção para os casais masculinos é a FIV, mas o procedimento é um pouco mais complexo, pois envolve a cessão temporária de útero. Os casais necessitam da doação de óvulos e de um útero capaz de gerar a criança, técnica popularmente conhecida como barriga de aluguel.

Para a doação de óvulos, o casal deverá se cadastrar na clínica escolhida e aguardar a disponibilidade de uma doadora ANÔNIMA compatível. Quando encontrada, um dos homens ou ambos cedem o sêmen para a fecundação dos óvulos doados.

Após a fecundação em laboratório, os embriões na fase de desenvolvimento inicial são criopreservados. A partir de então se inicia o preparo da mulher que está realizando a cessão temporária do útero, a fim de receber o embrião e engravidar para este casal.

Conforme a legislação atual, para acontecer a cessão temporária de útero, a mulher doadora precisa fazer parte da família de um dos parceiros. O grau de parentesco consanguíneo é até o quarto grau e ela pode ter idade máxima de 50 anos. Podem, então, doar o útero: mães, filhas, avós, irmãs, tias, sobrinhas e primas.

Para a realização dessa técnica, é importante buscar um especialista em reprodução humana com experiência nas técnicas de fertilização e conhecimento sobre as indicações do CFM ao realizar os procedimentos.

Quer saber mais informações sobre o processo de reprodução assistida com profissionais da área? Então entre em contato conosco!

Deixe um comentário

  Se inscrever  
Notificação de

Avalie essa postagem! Você já ouviu falar em fragmentação do DNA espermático? A análise da fragmentação do DNA do esperma é um teste amplo e complementar ao espermograma, a fim de determinar o dano específico sobre a estrutura e a integridade da fita de DNA […]

Continue lendo...

Agende sua consulta online

Agendar agora

+55 (27) 3200-4818

+55 (27) 3299-0510

+55 (27) 98884-4818

@unifert

@clinica_unifert


Rua Dr. Freitas Lima, 100 – Centro de Vila Velha, Vila Velha – ES