A transferência de embriões congelados (TEC) é a etapa em que embriões criopreservados de um ciclo anterior de FIV são reaquecidos e transferidos para o útero. É hoje o protocolo predominante na reprodução assistida: em vez de transferir os embriões imediatamente após a fecundação, o padrão atual é criopreservá-los e transferi-los em um ciclo separado, quando o organismo está em melhores condições de receptividade.
A UNIFERT adotou a criopreservação de todos os embriões como protocolo padrão a partir de 2009. Desde então, a taxa de sobrevivência embrionária após o reaquecimento é consistentemente elevada, com aumento significativo nas taxas de gravidez em comparação às transferências a fresco.
Observação: em ciclos com poucos óvulos coletados ou com falha de fertilização, pode não haver embriões viáveis para criopreservar. O protocolo de congelamento total se aplica quando há embriões de qualidade suficiente para armazenamento.
Durante a estimulação ovariana para FIV, o organismo é exposto a altos níveis de hormônios que podem alterar temporariamente o ambiente uterino e reduzir a receptividade endometrial. Ao transferir os embriões em um ciclo posterior, o útero já recuperou seu equilíbrio natural ou foi preparado de forma controlada, o que está associado a melhores taxas de implantação.
A TEC também permite realizar o Teste Genético Pré-Implantacional (PGT) antes da transferência e transferir apenas embriões euploides, com número correto de cromossomos.
Antes da transferência, o endométrio precisa atingir espessura e padrão adequados para receber o embrião. Esse preparo pode ocorrer de duas formas:
O progresso do preparo é monitorado por ultrassonografias até que o endométrio atinja a espessura mínima recomendada, geralmente entre 7 e 10 mm, e o padrão trilaminar desejado.
No dia da transferência, o embrião criopreservado é reaquecido no laboratório e permanece em meio de cultura na incubadora até o momento do procedimento. O embriologista confirma a integridade do embrião antes de liberá-lo.
O médico introduz um cateter fino pelo canal cervical e deposita o embrião no interior do útero, guiado por ultrassonografia abdominal. O procedimento dura alguns minutos, é indolor na maioria dos casos e não requer anestesia.
A taxa de sobrevivência embrionária após o reaquecimento é superior a 90% na maioria dos casos quando o procedimento é realizado conforme protocolos adequados. As taxas de gravidez por transferência variam conforme a idade da mulher no momento em que os óvulos foram coletados, a qualidade embrionária e o protocolo de preparo endometrial, seguindo os mesmos parâmetros descritos na seção de FIV.
Não, quando o processo é realizado corretamente. A vitrificação preserva a estrutura celular com alta fidelidade. Estudos comparativos mostram que embriões transferidos após criopreservação apresentam taxas de implantação equivalentes ou até superiores às transferências a fresco.
Em geral, o intervalo mínimo é de um ciclo menstrual completo após a punção. Quando é aguardado o resultado do PGT, o intervalo pode ser de dois a três meses.
Em um pequeno percentual de casos, menos de 10% com protocolos modernos de vitrificação, o embrião pode não sobreviver ao reaquecimento. Quando isso ocorre, a transferência é cancelada e a equipe discute com o casal as opções disponíveis.
Dentro de certa flexibilidade, sim. O preparo endometrial em ciclo substitutivo permite algum controle sobre o calendário. O médico define a janela ideal com base no monitoramento endometrial e coordena com o laboratório para o reaquecimento do embrião.