Infertilidade feminina

Infertilidade feminina
Infertilidade feminina
Avalie essa postagem!

A reprodução humana é um assunto complexo que envolve aspectos sociais, econômicos, psicológicos e emocionais. A reprodução é a base da continuidade da vida no planeta, portanto é uma área crescentemente estudada pelo homem por meio da ciência e da tecnologia.

A responsabilidade pela infertilidade do casal, por muitos séculos, foi atribuída exclusivamente à mulher, muitas vezes discriminada devido a essa condição. Conforme a ciência evoluiu, provou-se que parte da responsabilidade pela infertilidade era do homem e assim houve muitas mudanças sociais.

Com as pesquisas realizadas, muitas das causas de infertilidade, tanto femininas como masculinas, foram identificadas. Conhecemos, portanto, profundamente como se dá a infertilidade e suas causas, o que tornou possível o desenvolvimento de exames para investigá-las, tratamentos clínicos e técnicas de reprodução assistida, em casos para os quais não há tratamento. Existe uma diferença importante entre infertilidade e esterilidade. A infertilidade é a dificuldade de engravidar e tem tratamento. A esterilidade é a impossibilidade de conceber, o que acontece com mulheres na menopausa, por exemplo.

Hoje, um casal infértil tem uma série de recursos oferecidos pela medicina reprodutiva à sua disposição para alcançar a gravidez.

Estima-se que a infertilidade feminina seja responsável por 30% dos casos de infertilidade pelo mundo.

Causas da infertilidade feminina

As causas da infertilidade feminina abrangem doenças ou problemas no sistema reprodutor, distúrbios hormonais, heranças genéticas, procedimentos cirúrgicos, idade e hábitos de vida:

Doenças ou problemas no sistema reprodutor

Algumas doenças e problemas no sistema reprodutor podem causar a infertilidade, pois afetam um ou mais órgãos, prejudicando alguma etapa importante da concepção, desde a estimulação dos folículos e óvulos até o nascimento da criança.

Cada órgão do sistema reprodutor pode apresentar um problema específico. O útero e o endométrio, camada interna do útero, podem ser afetados pela endometriose, por miomas, pólipos e sinéquias uterinas. Essas doenças provocam alterações na cavidade uterina e causam danos no endométrio, dificultando, às vezes inviabilizando, a fixação do embrião na parede do útero. Alguns exames podem revelar essas doenças: ultrassonografia pélvica, histerossalpingografia, videohisteroscopia, entre outros.

Já os ovários podem sofrer a ação da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que pode levar à anovulação crônica, quando a mulher não ovula no ciclo menstrual. Essa doença é identificada pela ultrassonografia pélvica.

As trompas também podem ser afetadas por doenças, como a endometriose e infeccões bacterianas, danificando a sua estrutura e funcionabilidade, que podem prejudicar a captação e o transporte do óvulo. As trompas podem ser avaliadas, principalmente, pela histerossalpingografia.

Distúrbios hormonais

O corpo feminino produz muitos hormônios. Para a reprodução, os principais são o hormônio foliculoestimulante (FSH), responsável pelo desenvolvimento dos folículos em determinado momento do ciclo menstrual, o hormônio luteinizante (LH), responsável pela ovulação, e o estradiol, que tem algumas funções, como também auxiliar no crescimento dos folículos e tornar o endométrio mais espesso para receber o embrião. Alterações nos níveis desses hormônios podem dificultar a gravidez.

Para analisar os níveis desses hormônios no corpo feminino, o médico solicita várias dosagens hormonais.

Genética

A genética também é uma área que se desenvolveu muito nas últimas décadas. Com a conclusão do projeto genoma em 2003, a análise genética se tornou uma ferramenta importante no combate à infertilidade, pois alguns cromossomos, quando alterados, podem provocar uma série de alterações que podem levar à infertilidade.

Uma das principais formas de prever um problema genético na concepção é investigar o histórico clínico e familiar da paciente, além da solicitação de exames como Cariótipo.

Cirurgias

Alguns procedimentos cirúrgicos mal executados podem levar à infertilidade. No entanto, as mulheres podem optar por abrir mão da fertilidade por escolha consciente. Nesse caso, pode ser realizada a ligadura das trompas, um procedimento que impede o encontro do espermatozoide com o óvulo.

Hábitos de vida e idade

Além de todos os outros fatores, é importante esclarecer que as mulheres vão perdendo sua capacidade reprodutiva ao longo da vida. Essa capacidade diminui exponencialmente quando atingem os 35 anos e deixa de existir quando entram na menopausa.

Alguns hábitos de vida também podem dificultar a concepção, como sedentarismo, alto consumo de bebidas alcóolicas, tabagismo e obesidade.

A reprodução assistida e a infertilidade feminina

Um especialista em reprodução humana é o profissional capaz de fazer as avaliações necessárias para diagnosticar a infertilidade e propor o tratamento correto. Procure um especialidade caso esteja com dificuldades de engravidar.

0 Comentários

Os comentários estão fechados.

Última postagem do blog

Assine Nossa Newsletter

E receba gratuitamente conteúdos exclusivos diretamente em seu e-mail!

Agende sua consulta online

Agendar agora

+55 (27) 3200-4818

+55 (27) 3299-0510

+55 (27) 98884-4818

@unifert

@clinica_unifert


Rua Dr. Freitas Lima, 100 – Centro de Vila Velha, Vila Velha – ES