Preparação Seminal

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O sêmen é o líquido ejaculado pelo homem que contém os espermatozoides e outros componentes, como as prostaglandinas e também bactérias, que podem afetar o sistema reprodutor feminino e prejudicar a fecundação do óvulo.

Em técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV), ou em casos de criopreservação ou doação de gametas, apenas os espermatozoides de melhor qualidade são necessários, portanto, para elevar os índices de sucesso da fecundação, é importante separá-los do sêmen antes de utilizá-los.

A coleta do sêmen pode ser feita por masturbação ou por técnicas cirúrgicas de obtenção de espermatozoides (PESA e MESA ou TESE e Micro-TESE) por punção dos testículos ou do epidídimo, em casos de azoospermia.

O sêmen coletado é enviado ao laboratório de andrologia para análise e preparo seminal. Para fazer a seleção dos melhores espermatozoides, o laboratório avalia uma série de parâmetros do sêmen, como ocorre no espermograma, exame que pode ser solicitado em paralelo ou antes para auxiliar na preparação.

São analisados aspectos macroscópicos, como viscosidade, liquefação, volume, cor e pH, e microscópicos, como a quantidade de espermatozoides no sêmen, motilidade, vitalidade e morfologia. A análise também detecta outros tipos de substâncias presentes no sêmen que podem ser prejudiciais ao corpo feminino.

Os laboratórios empregam, principalmente, duas técnicas para fazer o preparo do sêmen: migração ascendente e gradiente descontínuo de densidade.

Na migração ascendente (swim-up), é feito o teste de mobilidade dos espermatozoides pela força da centrifugação em líquido. Os melhores espermatozoides conseguem superar a força e chegam à superfície.

No gradiente descontínuo de densidade, também é a força da centrifugação que separa os espermatozoides, que superam ou não diferentes gradientes de densidades. Os que conseguem superar todos os gradientes chegam ao fundo do tubo e são usados no procedimento. Os com motilidade e morfologia inferior consistem o sobrenatante, que fica na parte superior do gradiente, o qual é descartado.

Atualmente, o teste de gradiente descontínuo de densidade é o mais utilizado em razão de sua maior precisão.

A preparação seminal, assim como a análise dos melhores óvulos e embriões, faz parte da FIV, mas pode ser realizada em outras técnicas de reprodução assistida ou para criopreservação dos melhores gametas.

O objetivo da preparação seminal é selecionar os melhores espermatozoides e aumentar a chance de fecundação e, consequentemente, de gravidez.

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