Inseminação caseira e seus riscos

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Casais que buscam formas de engravidar ainda têm dúvidas sobre a  real importância da fertilização e desconhecem os procedimentos disponíveis de reprodução humana assistida executados por clínicas sérias e seguras. Entre este e outros motivos, a inseminação caseira tem ganhado espaço e adeptos, com páginas na web de dicas que crescem e fomentam essas ações. Os riscos que envolvem a prática da auto-fertilização são velados nesses meios de comunicação, ameaçando gravemente a saúde da mulher e do feto.

Muitos doadores ilegais de esperma, aproveitam do momento frágil, principalmente quando são casais homoafetivos de mulheres, para ter relação sexual com uma das parceiras. Fora o claro perigo de contaminação de doenças (IST), ainda há a violação do corpo feminino.

Outro equívoco são as vendas dos kits, que podem ser compostos por esperma doado ilegalmente, seringas, potes de coleta e outros. Além da incerteza da proveniência dos materiais contidos nesses conjuntos, sem esterilização ou prévia análise, ainda existe uma grande possibilidade do material espermático ser inválido. Os espermatozóides tem tempo de sobrevivência e manutenção de sua capacidade de fertilização.

Sem considerar a má qualidade do esperma, ainda seria necessário a preparação do corpo feminino, através do acompanhamento com médico especialista. Que avaliaria os exames, o correto período fértil e a necessidade ou não, da estimulação ovariana com ajuda de hormônios e ultrassonografias.

Mas o maior problema desses procedimentos caseiros não é a ineficiência e sim o alto risco a saúde da mulher. Sem um profissional especializado para realizar o manejo da inseminação artificial (IA ou IIU), pode ocorrer a perfuração ou ferimento no canal vaginal. Além da contaminação por infecção, devido aos instrumentos e ambiente insalubres. Ainda pode se agravar a proliferação de microorganismos (fungos, bactérias, vírus e amebas), quando por exemplo a mulher possuir algum desequilíbrio ou variação no PH, por isso os exames obrigatórios são imprescindíveis.

Sem nenhum tipo de acompanhamento médico, a doação de esperma de forma ilegal é muito perigosa. O alto risco e possibilidade de contração de Infecções Sexualmente Transmissíveis (antes conhecidas como DST’s) que podem ser transmitidas para a mãe e para o bebê  e causar riscos irreversíveis aos participantes e o feto.

A auto-inseminação pode sair muito cara, afetando a mulher com doenças e infecções graves. É muito importante procurar uma clínica especializada para verificar quais são as melhores alternativas de reprodução para cada caso, preservando assim a fertilidade do casal e conseguindo uma gravidez saudável e tranquila.

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